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Meridionais

Falando ao sol

Cante a cigarra embora,
A prumo o sol fuzile;
Este pesar de agora
Não há canto que o ponha mar em fora
E nem há luz que o exile.
Posso escutar, é certo,
A grande natureza,
Pois que a tenho tão perto;
Mas ah! sorrir-me, não, que n'alma aperto
Uma imensa tristeza!
O monte enorme cante,
E de ouro ajaezado,
Como o bronco elefante,
Da Ásia pisando no areial sagrado,
Olhe o sol fulgurante;
O sol rubro cintile,
Cante a cigarra embora;
Este pesar de agora
Não há canto que o ponha mar em fora
E nem há luz que o exile.

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