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Dona Mística

Alma, I

Et ascendit super cherubim, et volavit: volavit super pennas ventorum.
Na solidão suprema dos conventos,
Em hora de pavor tão sossegadas,
Vêm-se passar fantasmas sonolentos,
Vultos de Freiras mortas que são Fadas.
Soluça a paz dos grandes monumentos,
Debruçados à beira das estradas;
Sombras de luto, pelos lutulentos
Caminhos, choram mágoas já choradas.
Vozes de além, pungentes de mistério,
Cantam: e os sinos dobram nas ermidas,
Acompanhando o canto-chão funéreo...
(Brancas visões remotas, enfadonho
Enterro infindo de ilusões queridas,
Na solidão suprema do meu Sonho!)

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