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Dona Mística

Alma, III

Lábios formados para a prece, face
Afeita à luz dos círios, e tão brando
Olhar, às vezes quem a contemplasse,
Se não chorasse, ficaria orando...
E sempre, triste como o luar que nasce,
A erma expressão do rosto miserando
Contemplava-se: e então, como eu a amasse,
(Celestial...) surpreendia-me chorando.
Oh! Senhora das Dores, que saudade
Não tenho dela ao ver a vossa glória,
Cheia de bênçãos e de claridade!
Longe do Céu, foi rápida e sombria,
Como sucede aqui, a sua história:
Morreu, e bem sabeis porque morria...

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