Kiriale
I
Ossa Mea, I
Desesperanças! requiem tumultuário
Na abandonada igreja sem altares...
A noite é branca, o esquife é solitário,
E a cova, ao longe, espreita os meus pesares.
Sinos que dobram, dobras de sudário!
No silêncio das horas tumulares
Há de surgir o espectro funerário,
Cujos olhos sem luz não têm olhares.
Santo alívio de paz, consolo pio,
Fonte clara no meio do deserto,
Manto que cobre aqueles que têm frio!
Eis-me esperando o derradeiro trono;
Que a morte vem de manso, em dia incerto,
E fecha os olhos dos que têm mais sono...