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Kiriale

VII

Ossa Mea, VII

Ao meu irmão Artur da Costa Guimarães
Se eu procurasse a minha cova ausente,
Bem pode ser à beira desta estrada
Ante a minha alma a visse de repente,
Boca vazia ao luar escancarada...
Mas nessa hora de horrores que pungente
Espanto! Alma no amor crucificada,
Branca, fugindo silenciosamente,
Talvez que o teu olhar não visse nada.
Tanto é certo, meu Deus, na vida impura,
Não podermos saber onde marcados
Estão os palmos de cada sepultura...
Pois, talvez, ao crepusculo indeciso
Que me encaminha os passos fatigados,
Seja-me a cova o chão que agora piso...

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