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Lira dos Vinte Anos

Soneto (Um mancebo no jogo se descora)

Um mancebo no jogo se descora,
Outro bêbado passa noite e dia,
Um tolo pela valsa viveria,
Um passeia a cavalo, outro namora.
Um outro que uma sina má devora
Faz das vidas alheias zombaria,
Outro toma rapé, um outro espia....
Quantos moços perdidos vejo agora!
Oh! não proibam pois ao meu retiro
Do pensamento ao merencório luto
A fumaça gentil por que suspiro.
N'uma fumaça o canto d'alma escuto....
Um aroma balsâmico respiro,
Oh! deixai-me fumar o meu charuto!

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