Só
Quando vem Junho e deixo esta cidade,
Quando vem Junho e deixo esta cidade,
Batina, Cães, tuberculosos Céus,
Vou para o Seixo, para a minha herdade:
Adeus, cavaco e luar! choupos, adeus!
Tomo o regimen do Sr. Abade,
E faço as pazes, ele o quer, com Deus.
No seu direito olhar vejo a bondade,
E às capelinhas vou ver os Judeus.
Que homem sem par! Ignora o que são dores!
Para ele uma ramada é o pálio verde,
Os cachos d'uvas são as suas flores!
Ao seu passal chama ele o Mundo todo...
Sr. Abade! olhe que nada perde:
Viva na Paz, aí, longe do lodo.
Coimbra, 1890