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Madrigais

Zéfiros, que brincais

Zéfiros, que brincais co'as tranças belas
Da minha doce Anália,
Voai às flores da viçosa Idália,
Bem que na graça e cor são menos que elas.
Não é por vós, Favônios, que a frescura
Trazeis ao níveo seio,
E à face melindrosa em que deliro:
É só porque receio
Que de astuto rival, de audaz ternura
Convosco se disfarce algum suspiro.

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