Ir para o texto
Biblioteca

Espumas Flutuantes

O coração

O coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um — tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.
O outro — voa em mais virentes balsas,
Pousa de um riso na rubente flor
Vive do mel — a que se chama — crenças,
Vive do aroma — que se diz — amor.
Recife, 1865.

Sobre esta edição