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Últimos Sonetos

De alma em alma

Tu andas de alma em alma errando, errando,
Como de santuário em santuário.
És o secreto e místico templário
As almas, em silêncio, contemplando.
Não sei que de harpas há em ti vibrando,
Que sons de peregrino estradivário,
Que lembras reverências de sacrário
E de vozes celestes murmurando.
Mas sei que de alma em alma andas perdido,
Atrás de um belo mundo indefinido
De Silêncio, de Amor, de Maravilha.
Vai! Sonhador das nobres reverências!
A alma da Fé tem d'essas florescências,
Mesmo da Morte ressuscita e brilha!

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