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Últimos Sonetos

Demônios

A língua vil, ignívoma, purpúrea
Dos pecados mortais bava e braveja,
Com os seres impoluídos mercadeja
Mordendo-os fundo, injúria sobre injúria.
É um grito infernal de atroz luxúria,
Dor de danados, dor de Caos que almeja.
A toda alma serena que viceja,
Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria!
São pecados mortais feitos hirsutos
Demônios maus que os venenosos frutos
Morderam com volúpias de quem ama...
Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa,
Anões da Dor torcida e cancerosa,
Abortos de almas a sangrar na lama!

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