Últimos Sonetos
No seio da Terra
Do pélago dos pélagos sombrios
Lá do seio da Terra olhando as vidas,
Escuto o murmurar de almas perdidas,
Como o secreto murmurar dos rios.
Trazem-me os ventos negros calafrios
E os soluços das almas doloridas,
Que têm sede das Terras prometidas
E morrem como abutres erradios.
As ânsias sobem, as tremendas ânsias!
Velhices, mocidades e as infâncias
Humanas entre a Dor se despedaçam...
Mas sobre tantos convulsivos gritos
Passam horas, espaços, infinitos;
Esferas, gerações, sonhando, passam!