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Últimos Sonetos

Renascimento

A Alma não fica inteiramente morta!
Vagas Ressurreições do sentimento
Abrem já, devagar, porta por porta,
Os palácios reais do Encantamento!
Morrer! Findar! Desfalecer! que importa
Para o secreto e fundo movimento
Que a alma transporta, sublimiza e exorta
Ao grande Bem do grande Pensamento!
Chamas novas e belas vão raiando,
Vão se acendendo os límpidos altares
E as almas vão sorrindo e vão orando...
E pela curva dos longínquos ares
Ei-las que vêm, como o imprevisto bando
Dos albatrozes dos estranhos mares...

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