Ir para o texto
Biblioteca

Mármores

Mahabarata

Abre esse grande poema onde a imaginativa
De Vyasa, num fragor ecoante de cascata,
Tantas façanhas conta e dessa estrênua e diva
Progênie de Pandu tantas glórias relata!
Ora Kansa, a suprema encarnação do Siva,
Ora os suaves perfis de Krichna e de Virata
Perpassam, como heróis, numa onda reversiva,
Nas estrofes caudais do grande Mahabarata.
Olha este incêndio e pasma: aspecto belo e triste!
Caminha agora a passo este deserto areoso...
Por cima o céu imenso onde palpitam sóis...
Corre tudo, ofegante, e, finalmente assiste
À ascensão de Iudhishthira ao Indra luminoso
E à apoteose final dos últimos heróis.

Sobre esta edição