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Mármores

No campo

A Max Fleiuss
O olhar choroso sob as negras sobrancelhas,
Costas abaixo solta a negra trança basta,
A campônia vai guiando, a picadinhas d'hasta,
Um rebanho gentil de cândidas ovelhas.
Uma junta de bois morosa, em meio à vasta
Nava, arrastando vai umas charruas velhas...
E escutando o raspar monótono das relhas,
Queda-se na planície um grande boi que pasta...
E some-se o rebanho. Uma sombra flutuante
Paira sobre a extensão da planície, distante...
Na espessura a campônia esconde-se depois.
E, ao longe, sob o céu, como uma prece estranha
Que desperta a mudez do campo e da montanha,
Chora no ar o mugir dos fatigados bois.

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