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CXXXVIII

A um Crítico

Meu caro crítico, Algumas páginas atrás, dizendo eu que tinha cinquenta anos, acrescentei: «Já se vai sentindo que o meu estilo não é tão lesto como nos primeiros dias.» Talvez aches esta frase incompreensível, sabendo-se o meu atual estado; mas eu chamo a tua atenção para a sutileza daquele pensamento. O que eu quero dizer não é que esteja agora mais velho do que quando comecei o livro. A morte não envelhece. Quero dizer, sim, que em cada fase da narração da minha vida experimento a sensação correspondente. Valha-me Deus! é preciso explicar tudo.

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