Clã do Jabuti
Paisagem n.º 5
De dia um Solzão de matar taperá
Passeou na cidade o fogo de Deus.
Os paulistas andaram que nem caçaremas tontas
Daqui pra ali buscando as sombras de mentira.
Mas agorinha mesmo deram às vinte horas.
De já-hoje quando a noite agarrou empurrando a luz quente pra trás do horizonte
Brisou uma friagem de inverno refrescando os praceanos e a cidade rica.
As famílias pararam de suar.
Janelas abertas e portas abertas em todas as casas.
Se boia, se conversa descansado.
Nas varandas portas terraços escuros
Acende apagam os vagalumes dos cigarros.
Todas as bulhas se ajuntam num riso feliz.
Faz gosto a gente andar assim à toa
Reparando na calma da sua cidade natal.