A Costela do Grã Cão
I – vinte e nove bichos
Grã Cão do Outubro, I – vinte e nove bichos
outubro de 1933
No meu enorme corpo fatigado,
Todo mole com as almofadas,
Você se aninha sem beijar.
Estou sem forças feito um caos.
Você é uma Via-Láctea errante
Que não desejo mais valorizar.
Paz. A falsa paz vacila disponível
Enquanto à sombra da cheia fruteira
Os bichos se alimentam sem cessar.
Um desespero me arde, eu te repilo.
E a arraiada que vem, é o sol imundo
Que vai mostrar a bicharada
Aos emboléus, vinda do caos.