Livro Azul
Rito do irmão pequeno II
Vamos caçar cotia, irmão pequeno,
Que teremos boas horas sem razão,
Já o vento soluçou na arapuca do mato
E o arco-da-velha já enguliu as virgens.
Não falarei uma palavra e você estará mudo,
Enxergando na ceva a Europa trabalhar;
E o silêncio que traz a malícia do mato,
Completará o folhiço, erguendo as abusões.
E quando a fadiga enfim nos livrar da aventura,
Irmão pequeno, estaremos tão simples, tão primários.
Que os nossos pensamentos serão vastos,
Graves e naturais feito o rolar das águas.