Aleluias
Pélago invisível
Sentes-lhe, acaso, o soluçoso grito,
Os bravos estos, o guaiar plangente?!
Ah! Ninguém vê, mas todo o mundo sente
A alma—Atlântico intérmino, infinito...
Às bordas dele eu me debruço aflito.
Não mires a este espelho a alma inocente!
Verto aí, muita vez, meu pranto ardente;
Muita vez, choro; muita vez, medito..
E ele, ora, inchado, estoura e arqueja e nuta;
Ora, túrgido, a c'roa vitoriosa,
De rutilante espuma, aos céus levanta;
Ora, plácido, ofega.. e só se escuta
A saudade—sereia misteriosa,
Que, em suas praias infinitas, canta...