Sinfonias
Cair das folhas
Os ares puros, tépidos se alteram...
Duros, agudos, frios como lanças,
Núncios do inverno, os ventos vociferam
Dos arvoredos lúridos nas franças...
Correm do sol às últimas centelhas
Os cirrus brancos pelo céu nevoento,
Como um rebanho prófugo de ovelhas
Às fauces rubras de um leão sangrento...
Na triste emigração, as andorinhas,
Da parte do ocidente mais remota
Perdem-se além nas mal distintas linhas...
Assim também para regiões infindas
O inverno atroz, que me penetra, enxota
O bando azul das ilusões mais lindas.