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Versos e Versões

Noite de chuva

Disse-me que voltasse.
E eu prometi, dizendo-lhe:—até logo!
Mas chove assim! Como atender-lhe ao rogo?
Como voltar, sem que esta chuva passe?
Cá dentro tanto fogo!
E água tanta lá fora!... Se eu fumasse?
E fumo. Chove... Se eu jogasse? E jogo.
Chove mais... Se eu beber? Chove... Ora dá-se!
E sonho-a: abre-me a porta;
Lábios parte n'um riso; olhos requebra;
Pende em meus ombros, cismativa e absorta...
Tomo-lhe a mão, e afago-a...
Oh! quem as grades vis sacode e quebra
D'essas, que me detêm, cadeias d'água!.
Julho, 84.

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