Sobre esta tradução
O texto. Santo Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu a Vida de Antão em grego pouco depois da morte do santo, em 356, em forma de carta aos monges do Ocidente, que lhe pediam notícias do pai dos monges do deserto. É a primeira grande vida de um santo monge e o modelo de toda a hagiografia posterior; Agostinho conta nas Confissões (VIII, 6) o efeito que a leitura dela teve na conversão de dois oficiais em Tréveris. A tradução foi feita do grego, sobre o texto da Patrologia Graeca de Migne (vol. 26, que reproduz a edição de Montfaucon), com o apoio da tradução latina antiga de Evágrio de Antioquia.
A divisão. Os 94 capítulos da numeração usual (a pequena marca no começo dos parágrafos) estão agrupados em cinco partes, com títulos desta edição: a vocação e os primeiros combates; o longo discurso de Antão aos monges; a montanha interior; a fé e a sabedoria de Antão diante dos hereges, dos filósofos e dos imperadores; a morte.
A tradução. Português do Brasil, fiel ao sentido e ao tom, sem acréscimos nem explicações. Atanásio aos destinatários e Antão aos monges falam por vós. As citações da Escritura são traduzidas do grego de Atanásio (a Septuaginta, nos salmos), e não de uma Bíblia moderna.
O original. O grego não aparece ao lado: o texto digital disponível é uma digitação protegida.
Fontes consultadas
- Migne, Patrologia Graeca 26 (Paris, 1857), no Internet Archive — texto grego de base
- Evágrio, Vita B. Antonii abbatis (Wikisource latina) — tradução latina antiga, para conferência