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Meridionais

A primeira paixão

Acordo em pleno sol: a natureza agora
É que interpreto e julgo; e como ao deslumbrado
Olhar meu tudo é grande, o céu, o espaço, a aurora,
O homem, a terra, a flor, o oceano azulado!
Dentro e em redor de mim, — todo o infinito em fora
E alma em fora — há o rumor da festa de um noivado...
Canto, sinto-me bem... Vale todo o passado
Este instante em que vivo, o raio azul dest'hora.
Oh! bendita essa mão que a tímida carcérula
Onde minh'alma ansiava ora apresenta aberta,
Como a concha do mar em que palpita a pérola!
Bendito este primeiro estremecer da fibra
Que eu supunha faltar-me e que afinal desperta,
Que nunca alguém vibrara e que ela agora vibra!

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