Sonetos e Poemas
II
O leito da romana
Ao Dr. J. P. de Magalhães Castro
Pelo cedrino tálamo odorante
O ostro fenício, a púrpura mais bela,
Raros bissos de trama deslumbrante,
Tudo palpita com a presença d'ela.
Trabalho argel de finas mãos, brilhante,
Caiu-lhe o peplo. O rosto se revela...
Romanos olhos sob a treva ondeante
Da coma esparsa, que um luar estrela.
Eri-lavradas trípodes custosas,
Kam-klins, caçoulas, derramai no espaço
Aloés, sândalo, mirras vaporosas.
Entrando o leito, em tímido embaraço,
Ela a túnica abriu um pouco, e as rosas
Mostra das pomas, levantando o braço.