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Dona Mística

Alma, VI

Outro, não eu, estranhará que admires
A grande luz daquele olhar pungente
Que tem todas as cores de um arco-íris:
Que estranhe quem não ama e quem não sente.
Nem tu rirás, por certo, se me ouvires
Falar de uns olhos religiosamente:
Ísis, a deusa casta, e o fulvo Osíris
Deram-lhes toda a profundez clemente.
Olhar de amor, luares de lua... Vivo
A vida excelsa de um contemplativo
Os pés na terra, a Alma pairando no ar...
Há mulheres que a gente diz ao vê-las:
Olhos cheios de nuvens e de estrelas...
Vive com Deus quem tem o Céu no olhar.

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