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Dona Mística

Alma, VIII

Olhos sacramentais, olhos contritos,
Onde soluçam mágoas e pesares,
Sonhando o Céu miseramente fitos
No oculto resplendor de outros Altares:
Olhos sacramentais, olhos benditos,
Tão alheios à dor dos meus olhares,
Tão cheios dos mistérios infinitos
Das horas de paixão crepusculares:
Olhos que refletis velhas memórias
Dos séculos da Crença e dos Martírios,
Insensíveis às coisas transitórias:
Olhos sacramentais, eterizados,
E que esperais por mim como dois círios,
Quando ouvirei os dobres dos finados?

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