Kiriale
III
Ossa Mea, III
Ao meu primo Alfredo da Costa Guimarães
Quero crer, olhos meus em penitência,
Que na magua da eterna despedida,
Vos terei transformados na áurea essência
De dois astros de luz amortecida...
Invocareis então a alta Clemência
Para a minha alma triste e dolorida,
No instante em que eu, sublime de inocência,
Murmurar-vos assim, deixando a vida:
Olhos de olhar o mundo contristados,
Eis-vos agora alem, nesse mistério
De epitalâmios e de astrais noivados.
Vede bem que estes restos foram vossos:
Iluminai, com resplendor funéreo,
Em noite longa a cinza dos meus ossos...