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Só

Os meus pecados, Anjo! os meus pecados!

Os meus pecados, Anjo! os meus pecados!
Contar t'os para que, se não têm fim?
Sou santo ao pé dos outros desgraçados,
Mas tu és mais que santa ao pé de mim.
A ti acendo círios perfumados,
Faço novenas, queimo-te alecrim,
Quando sofro, me vejo com cuidados...
Nas tuas rezas, lembra-te de mim!
Que eu seja puro d'alma e pensamento!
E que, em dia do grande Julgamento,
Minhas culpas não sejam de maior:
Pois tenho (que o Céu tudo aponta e marca)
Um processo a correr n'essa comarca,
Cujo delegado é Nosso Senhor...
Hamburgo, 1891

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