Odes Anacreônticas
Os teus prisioneiros
Os teus prisioneiros,
Cupido, os que devem
Saber definir-te,
Que mal te descrevem!
És áspide (afirmam)
Coberto de flores,
Sedento d'estragos,
Amigo de horrores:
Sustentam carpindo
Que os feres, e enleias
Com áureos virotes,
Com férreas cadeias:
Enganam-se, oh nume!
Teus laços, teus tiros
São longas madeixas,
São ternos suspiros.