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Idílios e Cantatas

Soneto dedicatório (ao desembargador Sebastião José Ferreira Barroco)

Nem só comove o tom de altos cantores;
Enternece também, também recreia
Ao som de cristalina, e tarda veia,
A rude, e baixa voz dos pescadores.
Tu, pois, cujo pincel produz mil flores
Dos campos, que Hipocrene aformoseia,
Queixumes contra Armia, e Dinopeia
Ouve a seus desgraçados amadores.
Ais, que deram no Tejo, aqui voaram,
Depois de serem lá desatendidos
Das Tágides cruéis, que os motivaram;
Agora vão parar nos teus ouvidos,
E n'eles com razão, Sebástio, param,
Que não te enojas de escutar gemidos.

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