Sonetos
Ah! que fazes, Elmano? Ah! Não te ausentes
Ah! que fazes, Elmano? Ah! Não te ausentes
Dos braços de Gertrúria carinhosa:
Trocas do Tejo a margem deleitosa
Por bárbaro país, bárbaras gentes?
Um tigre te gerou, se dó não sentes
Vendo tão consternada, e tão saudosa
A tágide mais linda, e mais mimosa;
Ah! Que fazes, Elmano? ah, não te ausentes.
Teme os duros cachopos, treme, insano,
Do enorme Adamastor, que sempre vela
Entre as fúrias, e os monstros do Oceano:
Olha nos lábios de Gertrúria bela
Como suspira Amor!... Vê, vê, tirano,
As Graças a chorar nos olhos d'ela!