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Sonetos

De Pafos o menino ardendo em ira

De Pafos o menino ardendo em ira,
Porque uma ingrata as suas leis detesta,
Tão grave insulto despicar protesta,
E a domar-lhe a altivez, teimoso, aspira:
Dormindo encontra a desdenhosa Elmira,
Sobre a mão reclinada a nívea testa:
«Teu gênio (diz) amansarei com esta
Farpa sutil» — e do carcás a tira:
Mas a bela Acidália, a quem somente
Rende o travesso infante vassalagem,
Lhe aparece, e lhe grita: «Amor, detém-te!
«Tu, filho, que não sofres que me ultrajem,
Elmira vens ferir, irreverente!
N'ela de tua mãe não vês a imagem?»

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