Sonetos
De um nume aos ais d'Elmano oh dom mimoso
De um nume aos ais d'Elmano oh dom mimoso!
Tesouros meus! Aljôfares de Amores!
Ao ver-vos deslizar, cair nas flores
De um gesto, como os deuses, milagroso;
Orvalho pareceis do céu piedoso,
Que meigo alívio influi em agras dores,
Que umedece estes áridos vapores,
Este hálito da morte infesto, ansioso:
Sentindo o coração por ti regado,
Contigo, oh néctar, a existência encanto,
E brando para mim se ri meu fado:
Amada! Jove, e tu, só podem tanto!
Meu mal dorme, repousa embriagado
Das mil delícias, que me dá teu pranto.