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Sonetos

Do velho Ertílio, mágico afamado

Do velho Ertílio, mágico afamado,
Meus passos dirigi ao antro escuro,
Bradei-lhe: «— Oh semideus, que em teu conjuro
Tens dom, que força o báratro inflamado!
Se hei de ser com Tirsália desgraçado,
Me dize; pois que lendo no éter puro,
Alças o véu do túrbido futuro,
Sopras a névoa, que rodeia o fado.»
Eis n'isto o mago vezes três meneia
A venerável fronte, e em tom divino
D'esta arte as esperanças me cerceia:
«Pesquisar o vindouro é desatino;
Rogas-me em vão: só Júpiter folheia
«O livro anoso do fatal destino.»

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