Sonetos
Mimosa, linda Anarda, atende, atende
Mimosa, linda Anarda, atende, atende
Às doces mágoas do rendido Elmano;
Co'um meigo riso, co'um suave engano
Consola o triste amor, que não te ofende:
De teus cabelos ondeados pende
Meu coração, fiel para seu dano;
Co'a luz dos olhos teus Cupido ufano
Sustenta o puro fogo, em que me acende:
Causa gentil das lágrimas que choro,
A tudo te antepõe minha ternura,
E quanto adoro o céu, teu rosto adoro:
O golpe, que me deste, amima e cura...
Mas ai! Que em vão suspiro, em vão te imploro:
Não pertence a piedade à formosura.