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Sonetos

Não mais, oh Tejo meu, formoso e brando

Não mais, oh Tejo meu, formoso e brando,
A margem fértil de gentis verdores,
Terás d'alta Ulisseia um dos cantores
Suspiros no áureo metro modulando:
Rindo não mais verá, não mais brincando
Por entre as ninfas, e por entre as flores,
O coro divinal dos nus Amores,
Dos Zéfiros azuis o afável bando:
Co'a fronte sem mirto, e já sem louro,
O arrebata de rojo a mão da Sorte
Ao clima salutar, e à margem d'ouro:
Ei-lo em fragas de horror, sem luz, sem norte,
Soa d'aqui, d'ali piado agouro;
Sois vós, desterro eterno, ermos da morte!

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