Últimos Sonetos
Benditas cadeias!
Quando vou pela Luz arrebatado,
Escravo dos mais puros sentimentos,
Levo secretos estremecimentos
Como quem entra em mágico Noivado.
Cerca-me o mundo mais transfigurado
Nesses subtis e cândidos momentos...
Meus olhos, minha boca vão sedentos,
Fico feliz, meu ser iluminado.
Fico feliz por me sentir escravo
De um Encanto maior entre os Encantos,
Livre, na culpa, do mais leve travo.
De ver minh'alma com tais sonhos, tantos,
E que por fim me purifico e lavo
Na água do mais consolador dos prantos!