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Últimos Sonetos

Mealheiro de almas

Lá das colheitas do celeste trigo
Deus ainda escolhe a mais louçã colheita:
É a alma mais serena e mais perfeita
Que ele destina conservar consigo.
Fica lá, livre, isenta de perigo,
Tranquila, pura, límpida, direita
A alma sagrada que resume a seita
Dos que fazem do Amor eterno Abrigo.
Ele quer essas almas, os pães alvos
Das aras celestiais, claros e salvos
Da Terra em busca das Esferas calmas.
Ele quer d'elas todo o amor primeiro
Para formar o cândido mealheiro
Que há de estrelar todo o Infinito de almas.

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