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Sobre esta tradução

Mignon · Wilhelm Meisters Lehrjahre · Goethe

Original. Kennst du das Land? wo die Citronen blühn (Mignon), de Johann Wolfgang von Goethe: Wilhelm Meisters Lehrjahre, vol. 2, livro III, cap. 1, p. 7–8 (Frankfurt e Leipzig, 1795); canção de Mignon, escrita entre 1777 e 1785.

Metro do original. Pentâmetro jâmbico (10 sílabas, cinco tempos nas pares), todas as rimas masculinas, emparelhadas nos quatro primeiros versos de cada estrofe. Refrão de dois versos curtos de dois tempos, «Kennst du es wohl? / Dahin! Dahin!», e um sétimo verso em pentâmetro que termina sempre em «ziehn», que rima com «Dahin»: aabb x a a, ccdd x a a, eeff x a a.

Metro da tradução. Decassílabo heroico (6.ª e 10.ª) com todas as rimas agudas e um sáfico como cor. O refrão fica em dois tetrassílabos 2-4 («Conheces bem? / Pra lá! Pra lá!»), sempre iguais, e o sétimo verso rima em -á com «Pra lá» nas três estrofes.

O que mais se ouve no poema é o refrão. «Dahin! Dahin!» virou «Pra lá! Pra lá!», e a rima de «Dahin» com «ziehn» passou para -á: «que eu me vá» nas duas primeiras estrofes, «partamos já» na última, onde Goethe também troca o verso inteiro. A rima em «lá» lembra a Canção do exílio de Gonçalves Dias («Sem que volte para lá»), que leva versos desta canção como epígrafe. Os vocativos seguem o original: amado, amparo (o «Beschützer») e pai.

Duas coisas cederam. Na primeira estrofe, «blühn / glühn» também rimam com «ziehn», e em português nenhum final em -á cabe depois de «Conheces o país?». Por isso esse par ficou em -or («flor / verdor»). Também caíram ornamentos que não cabem num decassílabo: a folha «escura» das laranjas, as colunas da casa (ficou o «frontão», que pousa sobre elas), as nuvens do «Wolkensteg» (ficou «a senda no ar») e a «velha» prole do dragão. A pergunta das estátuas ficou «Pobre criança, quem te fez assim?», que é o único sáfico do poema.

Notas sobre o texto original.

Grafia da edição de 1795 (Citronen, Myrthe, Mögt, gethan, Maulthier, Hölen, Fluth); quebra de página juntada; o recuo de «Dahin! Dahin!» não se reproduz; 3 estrofes de 7 versos.

Fontes consultadas

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