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Sobre esta tradução

O aprendiz de feiticeiro · Musen-Almanach für das Jahr 1798 · Goethe

Original. Der Zauberlehrling, de Johann Wolfgang von Goethe: Goethe’s Werke. Vollständige Ausgabe letzter Hand, vol. 1, p. 217–220 (Stuttgart e Tübingen, Cotta, 1827); escrito em 1797, publicado pela primeira vez no Musen-Almanach für das Jahr 1798, de Schiller.

Metro do original. Troqueu: estrofes de oito versos (quatro tetrâmetros de rima alternada grave e quatro trímetros com a rima aguda nos pares), alternando com estrofes de seis versos (quatro dímetros e dois tetrâmetros, rima abbcac, toda grave); a estrofe «Walle! walle» volta como refrão.

Metro da tradução. Troqueu como em Goethe: redondilha maior trocaica no lugar do tetrâmetro, pentassílabo trocaico (1-3-5) no do trímetro, trissílabo grave no do dímetro; as mesmas rimas, com as agudas no mesmo lugar, e o refrão repetido igual.

O passo trocaico de Goethe, que começa no tempo forte, cabe na redondilha de batida ímpar das cantigas portuguesas. Os versos curtos e saltados das estrofes de seis versos viram trissílabos (“Corra, corra / Pelo leito”). O refrão volta palavra por palavra. As frases-chave ficam no lugar: “Para! para!”, a palavra perdida e, no fim, “Gênios que eu chamara / Não me deixam, não!”. O fecho do mestre retoma, como no alemão, o velho feiticeiro do primeiro verso.

Cederam alguns pormenores. Os gênios saem do machado em vez do “velho lenho”. O duplo vocativo “Besen! Besen!” da última estrofe vira “Ide embora”. Na estrofe do aprendiz que já se vê mago, a força de espírito fica em “mental destreza”.

Notas sobre o texto original.

Grafia da edição de 1827 (zwey, sey, Thu’, Noth, Seyd’s); quebras de página juntadas; o recuo das estrofes de seis versos não se reproduz; 14 estrofes, alternando 8 e 6 versos; a estrofe «Walle! walle» é refrão e volta igual.

Fontes consultadas

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