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Sonetos

Chorai, Ninfas, os fados poderosos

Chorai, Ninfas, os fados poderosos
Daquela soberana formosura.
Onde foram parar? na sepultura?
Aqueles Reais olhos graciosos?
Oh bens do mundo falsos e enganosos!
Que mágoas para ouvir! Que tal figura
Jaza sem resplandor na terra dura
Com tal rosto e cabelos tão formosos!
Das outras que será! pois poder teve
A morte sobre cousa tanto bela,
Que ela eclipsava a luz do claro dia.
Mas o mundo não era digno dela,
Por isso mais na terra não esteve,
Ao céu subiu, que já se lhe devia.

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