Sonetos
N'um bosque, que das Ninfas se habitava
N'um bosque, que das Ninfas se habitava,
Sibela, Ninfa linda, andava um dia;
E subida em uma árvore sombria,
As amarelas flores apanhava.
Cupido, que ali sempre costumava
A vir passar a sesta à sombra fria,
Em um ramo arco e setas, que trazia,
Antes que adormecesse, pendurava.
A Ninfa, como idôneo tempo vira
Para tamanha empresa, não dilata;
Mas com as armas foge ao moço esquivo.
As setas traz nos olhos, com que tira.
Ó Pastores! fugi, que a todos mata,
Senão a mim, que de matar-me vivo.