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Sonetos

O céu, a terra, o vento sossegado

O céu, a terra, o vento sossegado,
As ondas que se estendem por a areia,
Os peixes que no mar o sono enfreia,
O noturno silêncio repousado;
O Pescador Aônio que, deitado
Onde co'o vento a água se meneia,
Chorando, o nome amado em vão nomeia,
Que não pode ser mais que nomeado,
Ondas, (dizia) antes que Amor me mate,
Tornai-me a minha Ninfa, que tão cedo
Me fizestes à morte estar sujeita.
Ninguém responde; o mar de longe bate;
Move-se brandamente o arvoredo;
Leva-lhe o vento a voz, qu'ao vento deita.

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