A Costela do Grã Cão
Grã Cão do Outubro, II – Os gatos (b)
15-X-33
Me pus amando os gatos loucamente,
Oh China!
Mas agora porém não são gatos tedescos,
Tudo está calmo em plena liberdade,
Se foram as volúpias e as perversões tão azedas,
Eu sou cravo, tu és rosa,
Tu és minha rosa sincera,
És odorante, és brasileira à vontade,
Feito um prazer que chega todo dia.
Mas eu te cresço em meu desejo,
Ai, que vivo arrasado de notícias!
Murmurando com medo ao teu ouvido:
Oh China! oh minha China!...
Tu te gastas sob o meu peso bom,
Teus lábios estão alastrados na abertura do reconhecimento
Teus olhos me olham, me procuram todo.
Mas eu insisto em meu castigo, oh China.
Como um gato chinês criado através de séculos de posse e de aproveitamentos,
Para meu gozo só, pra meu enfeite só de mim,
Pra mim, pra mim, tu foste feita, oh China!
Estou te saboreando, és gato china que apanhei vagamundo na rua,
Oh China! oh minha triste China,
Estarei pesando, te fazendo pesar sem motivo
Estou... estava, oh minha triste sina,
Até que fui guardar nos teus cabelos perdidos
Lágrima que não pude sem chorar.