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Livro Azul

Rito do irmão pequeno III

Irmão pequeno, sua alma está adejando no seu corpo,
E imagino nas borboletas que são efêmeras e ativas
Não é assim que você colherá o silêncio do enorme sol branco,
O ferrão dos carapanãs arde em você reflexos que me entristecem.
Assim você preferirá visagens, o progresso
Você não terá paz, você não será indiferente,
Nem será religioso, você... oh você, irmão pequeno,
Vai atingir o telefone, os gestos dos aviões,
O norteamericano, o inglês, o arranha-céu!
Venha comigo. Por detrás das árvores, sobrado dos igapós,
Tem um laguinho fundo onde nem medra o grito do cacauê...
Junto à tocaia espinhenta das largas vitórias-régias,
Boiam os paus imóveis, alcatifados de musgo úmido com calor...
Matemos a hora que assim mataremos a terra e com ela
Estas sombras de sumaúmas e violentos baobás,
Monstros que não são daqui e irão se arretirando.
Matemos a hora que assim matamos as sombras sinistras,
Esta ambição de morte, que nos puxa, que nos chupa,
Guia de noite,
Guiando a noite que canta de uiara no fundo do rio.

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