Alma Inquieta
Ida
Para a porta do céu, pálida e bela,
Ida as asas levanta e as nuvens corta.
Correm os anjos e a criança morta
Foge dos anjos namorados d'ela.
Longe do amor materno o céu que importa?
O pranto os olhos limpidos lhe estrela...
Sob as rosas de neve da capela,
Ida soluça, vendo abrir-se a porta.
Quem lhe dera outra vez o escuro canto
Da escura terra, onde, a sangrar, sozinho,
Um coração de mãe desfaz-se em pranto!
Cerra-se a porta: os anjos todos voam...
Como fica distante aquele ninho,
Que as mães adoram... mas amaldiçoam