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Tarde

Marcha fúnebre

“Thamuz, Thamuz, panmegas tethneke!...”
Como se ouviu no Épiro, outrora, o extremo grito
“Pã morreu!”, — na amplidão reboe o meu lamento:
Torpe a ambição, perdido o amor, inane o alento,
Nestas baixas paixões de um século maldito!
Rolem trenos no oceano e elegias no vento!
Concentrai-vos na dor do funerário rito,
Ó asas e ilusões num miserere aflito,
E, ó flores num responso, e, ó sonhos num memento!
Bocas, bradando ao céu de minuto em minuto,
Olhos, velando a terra em sudários de pranto,
Corações, num rufar de tambores em luto,
Guaiai, carpi, gemei! e ecoai de porto a porto,
De mar a mar, de mundo a mundo, a queixa e o espanto:
O grande Pã morreu de novo! O Ideal é morto!

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