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Aleluias

Mazeppa

A primavera amplo tapete
Luxuriante estende
Pela planura, em torno; e do arvoredo a copa
De corimbos, festões e luz se esmalta...
Tudo percorre, a voar, o indômito ginete;
Como rija rajada, os ares fende;
Barrancos salta
Veloz; e, ligeiro,
Das savanas através,
Sem freio, escumando, nitrindo, galopa...
Para!—exclamam em vão—Cavaleiro,
Vê que abismo se rasga a teus pés!
Suspende, louco!—em vão exclamam—
Colhe a rédea, mancebo!
Cegos! Não veem, que eu vou a este ginete ardente
Jungido, como o príncipe cossaco!
Em vão! A primavera e o amor é que me inflamam.
Que a um abismo irei ter, em vão percebo;
Em vão atraco,
E em vão ponho brida
A esta selvagem paixão!
Em vão! Em vão todos exclamam:—Detém-te!
Em vão:—Susta essa infrene corrida!
Em vão:—Para!—mil vezes em vão!

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