Aleluias
Ódio e amor
Ódio e Amor. Eis as duas sentinelas
Da minha vida. Quando, outr'ora, eu tive
A alma povoada de ilusões singelas,
Morre!—dizia-me a primeira delas;
Mas a segunda me dizia:—Vive!
Hoje estão ambas mudas. Ah! Se, um dia,
Não me corresse as veias, como corre,
Sangue honrado, mas lama e cobardia;
Vive!—O Ódio, então, com júbilo diria;
E o Amor diria, soluçando:—Morre!